0257 – Sonhos

March 9, 2015

Sonhos são viagens, nem sempre agradáveis, mas viagens. Quando sonhamos mergulhamos em nós mesmos. Como disse Freud, sonhos são pontos de encontro entre o insconsciente e o consciente, e talvez aí encontremos algo interessante. O que conscientemente desconhecemos, mas que está lá, conosco, muitas vezes nos deixando mensagens em princípio indecifráveis.

Talvez por isso, por serem aleatórios e nos tragam mensagens as quais ignoramos, seja tão fantasiosamente escapista falarmos nos sonhos. Exercícios de flutuação que existem em todos nós, o que sei é que se não sonhássemos todos os dias, teríamos uma tendência bastante grande ao isolamento, preparando nossa própria alienação do mundo.

De certo modo, o não-sonhar nos prepara para uma vida de sonhos e de alucinações nas quais recriamos nossos próprios mundos, ou passamos a viver o mundo como o entendemos sem a capa ideológica que tanto nos protege, ou sem as máscaras às quais tanto nos acostumamos em nossas vidas sociais.

Talvez ainda não estejamos preparados para enfrentarmos a nós mesmos, e o sonho seja um bálsamo, um air bag preparado mentalmente para nos salvar do que efetivamente somos, um paliativo, uma benção até se quiserem.

Muitas vezes não lembramos o que sonhamos, o que talvez seja ótimo. De qualquer modo, como estou iniciando aqui às 22h39 pm, como dizem os anglosaxonicos, se conformem e, por fim… tenham bons sonhos! HILTON BESNOS

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